Bem vindo ao Anti-Religiosidade!

Combatendo heresias e compartilhado o amor e unidade do Evangelho,

sem estruturas, hierarquias ou complicações.

Imaginemos um cachorro muito bravo que tem que ser mantido preso a uma coleira diuturnamente para que seja regulado seu comportamento agressivo em meio a seres humanos e a outros animais. Perceba que a coleira o serve como agente externo moderador dos maus costumes do bicho. Esta pode ser educadora, moralizante, ameaçadora e em alguns casos até mesmo cruel!


No Antigo Testamento chamaríamos essas correntes de “lei”, ou regras de conduta. Tanto no exemplo do animal quanto para os humanos que dela ainda necessitam, é esta uma espécie de “prisão” ou “delimitação territorial” é algo coercitivo, que controla externamente o impulso interno daquele que do seu coração procede a maldade. Por isso ela não é redentora, mas moralizante!

Agora imaginemos um cão manso e de índole pacífica. Esse animal automaticamente tem a confiança do seu dono e por isso não necessita de prisão, é livre, suas correntes foram rompidas, “herdou a terra”. Seu dono o conhece, e sabe que por sua benevolência interna já não mais há a necessidade de coleiras moralizadoras externas. A lei da corrente que antes o prevenia de cometer o mal foi substituída pela graça da interiorização pacifica que nele está encravada por essência.

Por isso em inúmeras passagens Paulo se refere a ela como a prisão da qual foi liberto, mas quando necessário, agia “como se debaixo da lei estivesse” para ganhar os que sob ela ainda estavam (1 Coríntios 9:20). Foi Paulo também quem nos disse que pela Graça nos foi dado a salvação. Isso, porque pelo sangue de Jesus, nos foi tirado o peso da lei, para que em nossos corações a lei fosse cumprida mediante Jesus.

Não há necessidade de coleira para bicho manso, pois eis que a paz se fez reinar no coração daqueles que pela Graça, e em Fé, alcançaram a santidade em Cristo. Não há justificação pela lei, pois não há obra externa de beneficência que substitua a constante interna de benevolência. Por isso que em (1 coríntios 13:1) Paulo afirma: “E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.”

Portanto, compreendamos que: a moral, a caridade, a boa conduta e a ética, só têm valor a partir de uma explosão interna de harmonia que resulta, espontaneamente, em um ato externo de amor. Para o bem é natural fazer o bem e não uma obrigação moral-ética que nos faz parecer social ou religiosamente “pessoas de bem”. Quando ganhamos a liberdade se faz em nós gratuitamente a autoridade e quando já dominamos um idioma é que dispensamos o uso dos dicionários, pois a letra está morta, foi cumprida!

Dessa maneira, saibamos que é no Evangelho do Cristo que o homem encontra ajuste, justificação, justiça, Graça e Paz, no entanto, aquele que sabendo o pecado do seu coração, conhece que para se tornar bom, ainda mesmo que externamente e tão somente para evitar o ato que a maldade o impulsiona a cometer, é necessário que ponha em si mesmo as suas correntes, que assim seja. "Se apoderará do Reino pela força" (Mt 11:12), ou ainda diria Jesus: “se queres entrar na vida segue os mandamentos, mas se queres a perfeição da Graça, deixa tudo que tem, me segues e terá um tesouro nos céus”.

A lei ou a Graça ??? Cada um com a carapuça que lhe couber!