Bem vindo ao Anti-Religiosidade!

Combatendo heresias e compartilhado o amor e unidade do Evangelho,

sem estruturas, hierarquias ou complicações.


Muito se engana quem acredita que a tal Teologia da prosperidade é coisa nova. A garantia de privilégios, posses e riquezas a iniciados cristãos é anciã. Entretanto, o que tradicionalmente era direcionado a um seleto grupo de Bispos e Cardeais hoje foi “democratizado.” O cristianismo não mudou, simplesmente saiu do armário e assumiu definitivamente o modelo constantiniano adotado há 1700 anos.

Dinheiro, poder e influência, esses foram os presentes greco-romano que hoje tem a cara do que chamamos de fé. Numa monarquia era compreensível que a plebe cristã se conformasse com “as bênçãos” centralizadas nas mãos de poucos, mas na atual democracia é mais que necessário que a prosperidade também seja redistribuída.




Afinal quem gosta de pobre? Quem gosta de doente? Quem gosta de necessitado? “Quem se compadece do miserável fica no lugar dele.” Responderia alguém. Eu diria que isso é bem verdade. Foi a compaixão ao miserável que fez alguém ficar no meu lugar, pagar minha conta e gemer minha dor. Foi a compaixão ao miserável que fez alguém que nunca errou assumir meus erros. Foi a compaixão ao miserável que trouxe a maior injustiça do mundo ao mundo, ao torná-la justiça para o mundo.

No entanto, se miserável se torna quem do miserável se compadece, quem cometeria tamanha insanidade em seguir tais ensinamentos? “Isso é loucura pagã.” Afirmam os atuais herdeiros cristãos: “Zeus, Mitra e Gaia não nos permitem tamanha insanidade. Nas terças e quintas da libertação oro a Pluto que me traga prosperidade, nas quartas e sextas das curas à Apolo e aos sábados e domingos talvez a Vênus ou Afrodite para que profetize um belo varão ou varoa para enamorarmos.”


Nessa grande parceria entre Zeus e as Organizações Tabajara quem sai ganhando é você. Façamos apenas um pequeno ajuste, talvez o nome "Zeus" já esteja meio em desuso. Que tal trocar o “Z” por um “J” e repetir o último ”s” no meio da palavra. Torna-se “Jesus”. Perfeito... Já está pronto para a fabricação. Chamem o escultor e mandem produzir milhares de peças do nosso novo deus. O Rei do Panteão!!!


E assim “esta tudo como dantes no quartel d’Abrantes...” O sistema vai gerando necessidades e o mesmo sistema criando as soluções. Quanto maior a premência, maior é o próspero empenho do cristianismo progressista.


“Meu deus é poderoso, resolve tudo pra mim. Só os fracos não constroem templos e sinagogas espetaculares, só os fracos pregam ao ar livre, só os fracos não tem onde recostar a cabeça, só os fracos são mortos e crucificados.... Viva a prosperidade, Viva Constantino, Viva Zeus e viva esse tal Jésus também....”