Bem vindo ao Anti-Religiosidade!

Combatendo heresias e compartilhado o amor e unidade do Evangelho,

sem estruturas, hierarquias ou complicações.

A igreja tem medo de pensar. A verdade assusta. Muitos são os que amam a ignorância porque não querem assumir as consequências do pensar. Muitos sofrem da síndrome do presídio: o medo da liberdade – por viver tantos anos preso o indivíduo, uma vez liberto, cometerá outro crime só para voltar ao único mundo que conhece – o mundo das regras e punições.
Esse tipo de fobia é o prato predileto dos políticos, dos coronéis sagrados, dos mini-Hitlers da fé, de todos que detém poder sobre a massa. É muito mais fácil governar uma massa burra, uma massa de manipulação garantida. Quando a massa pensa, também ameaça.
O nível de leitura do evangélico brasileiro é horroroso. Sua teologia é tão vulnerável quanto seu compromisso. O nome da hora é confusão: o que somos? Protestantes, evangélicos, cristãos, crentes, gospel? Nossa (in)definição é tão turva quanto nossas (in)certezas. A coqueluche da prosperidade é só um efeito colateral da burrice gospel aliada à malandragem tupiniquim.
Faça um teste: coloque um cartaz bem grande na frente de sua igreja com os seguintes dizeres:“Campanha do pensamento teológico no mês da Reforma”. O que você acha que acontecerá? Parece que vejo alguém perguntando: “Ih! O pastor já vai fazer outra reforma no templo?” Pensar dói…
R. A. Torrey disse: “Uma teologia frouxa leva a uma moralidade igualmente frouxa”. Esse é o retrato do que se chama “evangélico” hoje. Como pode indivíduos charlatães se proliferarem como praga nas igrejas e isso ser normal? Como pode programas de tv absurdamente mercenários serem vistos por uma miríade de pessoas que ainda ajudam finaceiramente essa fábricas de ilusões? Como pode um pregador à lá Silvio Santos empobrecido levar plateias ao delírio? Como?
Pensar ameaça. Quem pensa é condenado à solidão. Ao ostracismo (que, convenhamos, dependendo da igreja, é uma bênção). Quem pensa incomoda, “puxa o tapete” dos “Ali Babás e seus milhares de ladrões”. Quem pensa desespera os “irmãos metralhas” da celestialidade bandida. Pensar é uma arma de grosso calibre deflagrando cápsulas de realidade na cara feia dos magos do poder.

Pense!

Marcos Martins