Bem vindo ao Anti-Religiosidade!

Combatendo heresias e compartilhado o amor e unidade do Evangelho,

sem estruturas, hierarquias ou complicações.

Não podemos analisar essa pergunta até concordarmos com o que significa verdadeiro. se usarmos a definição que é senso comum no ocidente, a saber, a correspondência com a realidade objetiva, então a resposta correta parece ser: em parte. Mas, as religiões orientais, têm uma visão diferente de verdade.
Nós podemos dizer, por exemplo, que o hinduísmo do vedanta é verdadeiro ao ser monoteísta e falso em ser panteísta; ou que a insistência islâmica na oração e na justiça é verdadeira, mas que a negação de que Deus possa ter um Filho é falsa.

O significado de verdade muda quando vamos para o oriente. Para um panteísta, a diferença entre verdade e falsidade não é a diferença entre a conformidade e a não-conformidade existente entre a realidade subjetiva (mente, idéias) e a objetiva. Para o panteísta, a realidade é uma, não duas; a verdade não é a conformidade de uma ideia  mas o seu tamanho, por assim dizer. Apenas a ideia do Único (Brahma ou Nirvana) seria totalmente "verdadeira": todas as idéias inferiores seriam parcialmente verdadeiras e parcialmente falsas, manifestações parciais do Todo.



Isso faz com que a comparação entre religiões orientais (o hinduísmo, o budismo, o taoismo)  e as ocidentais. o judaísmo, o islamismo, o cristianismo) seja extremamente difícil, pois o Ocidente afirma que o Oriente está errado em alguns pontos; e o Oriente afirma que não existe coisa errada. Um hindu, por exemplo, pode crer em tudo, inclusive nos ensinamentos de Jesus e no cristianismo, como verdade parcial ou como um estágio ao longo do caminho para a verdade total. Mesmo ideias contraditórias podem ser aceitas como verdadeiras. A pedra de tropeço do diálogo Oriente-Ocidente é a lei da não-contradição inerente nos confrontos de ideias e convicções religiosas.

O argumento oriental é que sua noção de verdade inclui a do Ocidente, mas o contrário não é verdade. O Oriente é inclusivo, mas o Ocidente é exclusivo. essa é a principal razão da grande popularidade de religiões orientais no Ocidente hoje, especialmente ao nível informal e não oficial. Não há muitos americanos hinduístas, mas a maioria prefere a noção hindu da verdade à noção ocidental, pelo menos na religião.

O Ocidente tradicional inclui o Oriente, não ao contrário. O Ocidente já entende a percepção oriental de que existe tal coisa como os graus de verdade (isto é, graus de compreensão, discernimento, profundidade, adequação e sabedoria). Mas o Ocidente acrescenta que existe também a lei da não-contradição. Proposições contraditórias não podem ser verdadeiras com o mesmo sentido e ao mesmo tempo. O Oriente não admite e nem adota isso.

Por exemplo, suponha que haja muitos graus de profundidade na compreensão do significado da palavra Deus. Mesmo assim, ou Deus tem uma vontade e deseja a lei moral (como crê o Ocidente), ou então não (como o Oriente acredita). Ambas as coisas não são possíveis  É o Oriente que deixa de cer a percepção ocidental de que a verdade é mais do que simplesmente o grau de compreensão do significado de um termo. É também uma questão de "ou/ou", de uma proposição ser correta ou incorreta.
Usando esse significado ocidental para a verdade, a resposta à pergunta religiões são verdadeiras? é: em parte.

Mas lembre-se de que até o enganador tem que falar alguma verdade, a fim de promover mentiras. O satanismo diz aos satanistas algumas verdades (por exemplo, que Satanás é real e poderoso e quer que sejam cometidos crimes como o sacrifício ritual). encontramos muitas verdades ditas por mestres sábios, humanos e iluminados como Buda, Confúcio e Maomé. entretanto, é imprescindível analisar se estão misturadas com falsidades. Basta comparar as verdades deles [construções humanas] com as de Jesus nas Escrituras [reveladas por Deus].

No cristianismo crê-se em tudo que os judeus creem. Mas os judeus criticam os cristãos por crerem em muitas coisas, assim como os protestantes e evangélicos criticam os católicos por crerem em coisas demais.

Portanto, diante de tantos dilemas e contradições fiquemos com as Escrituras e apliquemos as palavras de Jesus com entendimento supra-religioso não dependendo de nenhuma conclusão, convicção ou ideia religiosa, mas compreendendo que estamos perto de Deus quando caminhamos com Jesus somente, sem mediadores (religiões) que nos levem até o Pai, pois só existe Um Mediador.

"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.João 14:6

"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.1 Timóteo 2:5


Marcos Martins