Bem vindo ao Anti-Religiosidade!

Combatendo heresias e compartilhado o amor e unidade do Evangelho,

sem estruturas, hierarquias ou complicações.


Há uma relação complicada entre o ministro do evangelho e os fiéis. Um utilitarismo muitas vezes fútil que seleciona pessoas da mesma maneira que se escolhe cantores sertanejos pra uma feira agropecuária. O que tenho para ensinar, te interessa?
Na busca pela relevância cega, muitos se submetem a esta relação de consumo. Pregadores e missionários falam aquilo que as pessoas desejam ouvir. Não que lhes falte ousadia ou inovação. Mas lhes falta o básico. Falta o fundamento. O trivial.
Então se torna difícil ficar longe das técnicas motivacionais em uma palestra. Olha o absurdo, eu mesmo já estou chamando o que deveria ser uma pregação de “palestra”. A oratória, amiga do locutor na manipulação das massas. A retórica, amiga do argumentador no convencimento do fraco.
A educação que o povo não tem, faz mais falta exatamente nesta hora. Por desconhecerem as ferramentas de condução do gado (eu ia dizer rebanho, mas gado é mais ofensivo), submetem-se passivamente aos comandos do ladrão que finge ser pastor. E assim a tradição farisaica de não entrar no céu e impedir que outros entrem se mantém através das gerações.
Não, não basta doutrinar o indivíduo para “aceitar Jesus”. Ele precisa ser liberto! Só pode ser livre quem conhece a verdade por inteiro. E esta verdade implica em libertação de todo jugo de escravidão ao sistema religioso.
Limitamos nossa liberdade todos os dias para não ferirmos excessivamente a consciência do mais fraco. Mas se nossa vida não possui como meta ensinar o fraco a ser forte, então tudo isso que chamam de evangelho é perda de tempo.

Marcos Martins