Bem vindo ao Anti-Religiosidade!

Combatendo heresias e compartilhado o amor e unidade do Evangelho,

sem estruturas, hierarquias ou complicações.

Falar de Deus é sempre maravilhoso. Entretanto, temos percebido o quanto a vã repetição do nome de Jesus tem prejudicado a idoneidade em fazermos uso desta prerrogativa. Como já sabemos, tudo que é aplicado de forma desorientada e habitual perde a originalidade, torna-se por demais automatizado e transverte-se em chavão.

Com Jesus não tem sido diferente. Na maioria das vezes, a freqüência em replicar este nome não tem sido proporcional a sublimidade que ele representa. A palavra em si se fez menor que o verdadeiro sentido, asfixiando, assim, sua essencialidade.

Isso acontece porque na verdade nunca quisemos ser semelhantes a Deus. O que queremos é um deus semelhante a nós. Talvez um “tapa buracos”, um conserto ou um remendo que nos sirva, dia a dia, em nossas necessidades. A instantaneidade dos nossos tempos nos traz também a necessidade de um deus instantâneo, imediato. Assim, temos agido de maneira a renunciarmos a cura e nos viciarmos em analgésicos.

A vista disso, transformamos a virtude Jesus em vício jesus. Partindo tão somente em busca da sensação, da emoção, ou da vibração que nos traz o alívio. Não raro, confundindo até mesmo fenômenos psíquicos com a força do Espírito Santo. Então, esse jesus modernamente reinventado é embalado, vendido e revendido para os que o aceitam. Assim, a usança deste produto declinara a suntuosidade do seu nome, transformando-o em uma mera marca comercial que exposta em prateleiras é fornecida a um mercado consumidor.

Nesse sentido, muitos que estão de fora desta lambança, ainda que não tenham o conhecimento do produto original, percebem intuitivamente que há algo de errado com esse “jesus”. Então, afastam-se deste produto, procurando para si outros analgésicos e de uma forma inconsciente, tentam compensar externamente suas faltas internas. Sendo assim, se para os que fazem uso do nome jesus ele se tornara mera peça repetitiva de reparação, para os que estão “de fora” ele se transformara em clichê na boca dos que estão “de dentro.”

Na verdade necessitamos de uma reforma de consciência já. Rejeitarmos o ídolo jesus e nos convertermos ao Senhor Jesus. É vital que ressuscitemos a natureza deste nome. Para então, erguermo-nos do comodismo e da apatia espiritual que nos faz vivenciar a inércia que hoje amargamos.

Jesus é vitalidade pura, é renovação, é fonte infinita de sabedoria e sublimação. É torrente que não seca, é cachoeira que não mirra é o eterno que não obsoleta. Se Jesus não for a força motriz, é porque nunca foi Jesus e se perdeu a originalidade é porque original nunca foi. Era simplesmente produto falsificado!