Bem vindo ao Anti-Religiosidade!

Combatendo heresias e compartilhado o amor e unidade do Evangelho,

sem estruturas, hierarquias ou complicações.


Num mundo em que “neguinho” se mata por uma maçã no telefone, um jacaré na camisa e algumas onças na carteira, tenho percebido o quanto Jesus é indigerível. Já nem mesmo algumas chamadas igrejas o aceitam e há tempos já o trocaram pelo “novo”. Aquele dos pulos, dos gritos, das quedas, das histerias e, principalmente, das ofertas. Este garante não só um bom lote no céu, mas também um espaço maior na garagem, uma boa saúde, dinheiro no bolso, filhos formados, prosperidade e tudo mais que o dono dos reinos deste mundo e sua glória pode oferecer aos que a ele se curvam.

Que concorrência desleal desse Jesus contra o que conheci. O que tenho nos pede humildade, esse outro nos estimula a “vitórias”. Um nos pede desapego, o outro nos ensina a “querer mais”. Um nos pede sacrifício, o outro nos estimula a uma vida de privilégios e posições sociais.

Assim, de um lado temos aqueles que só estão interessados em barganhar: “Deus me dê emprego; Deus me dê um namorado novo; Deus faça com que eu passe num concurso; Deus, eu quero, eu quero, eu quero...” Do outro aqueles que estão saturados das religiosidades e generalizam: “Esse bando de crente safado; lá vem ele falar de religião de novo.” Ainda há uma terceira via que vive completamente na profanidade, mas falam: “Eu acredito em Deus; eu rezo toda noite.”

Os primeiros não têm o mínimo interesse em conhecer o Jesus do evangelho, mas preferem o “novo jesus” para negociar: “Eu te sirvo e tu me serve, Senhor.” Os segundos, geralmente estão frustrados pelo jesus dos primeiros e o atacando, não raro, tornam-se ainda mais religiosos que estes. Já os terceiros “não fedem nem cheiram”. Tem os seus próprios ídolos, são eles: o trabalho, o lazer, os prazeres, a família, o dinheiro e tudo quanto mais que gire em torno deles. “Eu acredito em Deus!” declaram, mas quando o nome de Jesus é tocado apressam-se em dizer: “isso não é hora pra falar de religião; ou religião não se discuti.”

Sinceramente, não sei que público se interessa em ouvir: “Qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo.” (Lc 14:33) ou “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra” (Mt 19), ou “Não podeis servir a Deus e as riquezas.” (Mt 6:24).

Quanto é difícil esse teu Jesus, Senhor! No entanto, afirmamos que mesmo que para os teus não haja nesse mundo um único só lugar, rogamos por aqueles que te buscam não pelos lugares deste mundo, mas por um mundo em que teu Jesus esteja em todos os lugares. Desse Jesus não desistiremos mesmo que nossas vozes sejam ouvidas tão somente pelos nossos próprios ouvidos, ainda sim é esse Jesus que pregaremos.