Bem vindo ao Anti-Religiosidade!

Combatendo heresias e compartilhado o amor e unidade do Evangelho,

sem estruturas, hierarquias ou complicações.

“Somente os peixes mortos são levados pela correnteza.”
A natureza é linda, sabemos disso, sentimos isso! Ao contempla-la nos maravilhamos e pensamos: “Como o Criador é soberano, como Ele é criativo e perfeito em sua obra”. Ao olharmos os animais vemos a relação que eles tem com eles mesmos e com o meio em que vivem. Se mais atentamente nos ativermos a esses detalhes podemos aprender, não sendo os primeiros a fazer isso. Davi e Salomão eram contempladores natos, tiraram exemplos valiosos olhando a criação.
Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus.” (Sl 42:1)
Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento.” (Pv 6:6-8)
E ainda hoje, podemos tirar lições preciosas da criação. Uma delas é com um peixe, o salmão. Esse “carinha”, uma vez por ano, sobe o mesmo rio em que nasceu para desovar, isso é chamado de piracema. Levam-se dias, o caminho não é seguro, seus predadores estão à margem do rio a espera do “banquete”. Mas eles não cogitam outro jeito, tem que subir o rio. Tudo lhes é contrário, a boca escancarada de um urso, a força das águas, a longa jornada. Tudo quer impedi-lo, mas ele prossegue e avança, contra correnteza. E consegue, perpetuando sua espécie.
Na vida cristã vivemos algo semelhante, lutamos contra a maré o tempo todo. O Messias nos chamou pra viver FORA DO SISTEMA! Que sistema? O sistema mundo, o sistema religioso, o conjunto de valores e crenças que divergem do que o Senhor planejou, de como Ele deseja que vivamos. Somos diferentes, não temos vidas normais, sabemos que esse não é nosso lugar e que a religiosidade sem uma vida voltada para a vontade do Messias e pautada na verdade das Escrituras não condiz com o Criador. Nossa conduta não é pautada no senso comum, nossas regras nãos são impostas pela sociedade ou por doutrinas humanas e não é a mídia que nos diz o que é certo ou errado. São as Escrituras, elas quem nos distingue, que nos separa, que nos santifica desse mundo caído e nos liberta da prisão religiosa. O Messias em sua oração sacerdotal pediu ao Pai: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” (Jo 17:17), sendo a palavra do Senhor a ferramenta de santificação do seu povo. Ser santo não é opção, não é uma alternativa, é uma ordem a quem foi escolhido por Deus: “Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”. (I Pe 1:15-16). Então não temos outra opção, lutamos contra o sistema.
Porém não é uma tarefa fácil, o Mestre falou que passaríamos por dificuldades, perseguições, que seriamos odiados. “Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.” (Jo 15:19). Entretanto, avançamos e prosseguimos. Ao conhecermos a ferramenta ela mesma nos dá o meio, a forma:
Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2).
Não é apenas resistir, também é transformar e “subverter” o próprio sistema do mundo e religioso. Não tomar a forma, ser inconformado. Vivemos um liberalismo em nossos dias, uma pseudoliberdade que nos aprisiona como foi no livro de Galátas. Pecado agora tem outro nome passando a ser chamado de “normal”. Mas não foi pra isso que fomos chamados, somos sal e luz (Mt 5:13,14). A igreja é a luz do mundo, guia os homens nesse mar de trevas em que temos vivido. Somos também sal da terra, sendo uma de suas funções retardar o apodrecimento dessa humanidade cada vez mais corrupta. Enquanto o mundo propaga o ódio, pregamos o amor; enquanto o rancor encontra mais lugar nos corações, liberamos perdão; enquanto o mundo definha e morre exalamos vida. A igreja é a expressão visível do Deus invisível.
Ao lutarmos contra o sistema renovando nossas mentes com a única regra de fé e prática, que são as Escrituras, conseguimos experimentar “… a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2). Viveremos em paz mesmo em guerra, sentiremos o agir do Senhor, seremos meio de graça para outros. E mesmo em momentos difíceis, que parece que seremos tragados, olhamos para o autor e consumador da nossa fé e ouvimos Dele: “Eu venci o mundo.” (Jo 16:33). E isso é nossa esperança certa, de que prosseguiremos pelo caminho estreito. Enquanto todos caminham pra uma direção, seguimos outra; enquanto todos buscam por prazer e deleites aqui, sabemos que o nosso sofrimento é peso de glória (II Co 4:17); enquanto o sistema e religiosidade cega e mata, somos a luz que se esforça pra tirar mais pessoas da escuridão; enquanto uns andam a passos largos pra morte, caminhamos para a vida eterna em Jesus.
Que o conhecimento do Deus Santo nos constranja a santidade e que nossa mente seja renovada por sua palavra. Que nossa luz brilhe mais e mais “para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. (Mt 5:16). Porque viver é estar fora do sistema!

Marcos Martins